sábado, julho 22, 2023
Postado por Elisandro Borges
Acabei de ter um sonho que confundiu a minha mente. Eu estava dentro de um carro lotado de gente, à noite, saindo de uma viela. Nesse momento, dois rapazes se aproximam do vidro do passageiro, que estava aberto. Um deles se abaixa e pergunta sem contexto nenhum:
- O que motiva vocês? Quais são os seus sonhos?
E a galera dentro do carro começa a rir e a tirar onda com a cara dele. Notei que o rapaz que fez a pergunta ficou triste e constrangido com a reação do pessoal dentro do carro. Ao mesmo tempo que estranhei a situação, fiquei com pena de vê-lo meio que sendo humilhado e assim que o carro deu a volta pra sair da viela, eu já aparecia no sonho, do lado de fora da pick up, em cima da caçamba.
Foi quando eu perguntei se ele tinha redes sociais - na intenção de tentar fazer algum contato depois. Ele me falou que sim e me disse o nome dele: Paulo Vacaceban. Véi! Quando ele falou o sobrenome, eu meio que ri por dentro e pensei, pôôô... Vacaceban? Mas, me segurei e falei que iria procurá-lo e também disse o meu nome pra ele talvez tentar me procurar. O carro tomou distância deles e consegui ouvir os dois felizes e comemorando a minha atitude, como se finalmente tivessem encontrado uma esperança pro Paulo fazer um amigo. Espero que ele me ache no Facebook, porque Vacaceban nem o Google encontrou 🤣🤣😂🤣
Eu me lembro bem da expressão de angústia no rosto dele. Deveria ter seus 20 e poucos anos e parecia estar completamente perdido, desolado e sem amigos. Estava de calça jeans e sem camisa junto a outro rapaz, que parecia ser alguém tentando ajudá-lo a se enturmar com outras pessoas.
Acho que o Vacaceban era nada mais que o meu alter ego pedindo socorro, porque apesar do meu lado antissocial, eu tenho interesse em conhecer a mente das pessoas, o que elas gostam de fazer, o que as destrói por dentro ou o que faz com elas encontrem alguma força pra continuar a vida, mesmo sem entenderem o que está acontecendo.
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quinta-feira, abril 19, 2018
Postado por Elisandro Borges
Hoje, 19 de abril de 2018, esse blog completa 14 anos. De tempos em tempos, algum sinal de vida aparece. Todos os blogs que eu acompanhava ali na barra lateral direita, não existem mais, ou foram abandonados. É um sentimento estranho. Sinto falta desse pessoal. Mas, sigo por aqui. Até o fim. De tempos em tempos. Trocando ideia com o espelho.
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Postado por Elisandro Borges
Eu e minhas teorias furadas. Vai mais uma. Eu já disse que vale a pena ser do bem. Vi agora alguém dizendo que vale a pena amar. Seguinte... Quando a gente racionaliza se algo vale a pena ou não, significa que estamos calculando, planejando. Ser do bem ou amar, com verdade, não é uma estratégia ou meta. Ser do bem ou amar, é um estado natural, que nasce, desperta, evolui. Se você acha que vale a pena ou não, vai acontecer de toda forma. A não ser que você prive o seu coração e mente de expressar o que sente em suas ações.
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quarta-feira, fevereiro 28, 2018
Postado por Elisandro Borges
Porque é assim. Se um dia eu puder te pedir uma última coisa, faria você nunca desistir da música. Não pra alcançar elogios. Mas, pra se divertir com o que ela tem de melhor. Não precisa de técnica, aliás, evite as técnicas. Muita técnica distancia do coração, fica mecânico, perde a graça. Não se prenda a rótulos, porque eles só te escravizam. O melhor estilo é aquele que te deixa à vontade, livre pra se expressar, sem rótulos... de novo, sem rótulos.
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quinta-feira, agosto 07, 2014
Postado por Elisandro Borges
Se um dia você precisar de uma voz camarada pra te confortar ou um abraço grátis e não tiver ninguém pra fazer isso por você, não se desespere...
Tome um cappuccino com chantilly.
Se um dia você não souber pra onde ir e sentir um nó na garganta, não se desanime, ainda existe chance...
Tome um cappuccino com chantilly.
Se um dia você tiver que começar tudo do zero de novo, e ficar com medo do que vai ser amanhã, não se esqueça...
Tome um cappuccino com chantilly.
E se um dia você procurar respostas pra tudo, desista, isso não vai acontecer...
Tome um cappuccino com chantilly.
Ouvindo em loop: Starsailor - Four To The Floor
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quinta-feira, julho 31, 2014
Postado por Elisandro Borges
De cara eu não me acostumei com a voz... Starsailor é a banda. Acabei de conhecer e descobri que acabou em 2009. Mas alguma coisa aconteceu nessa música Fidelity. E quando vem o refrão "This is my head... (guitarra: tchan tchan tchan tchan tchan tchan) you're in my world (guitarra: tchan tchan tchan tchan tchan tchan) and there's no one (guitarra: tchan tchan tchan tchan tchan tchan) but you girl (guitarra: tchan tchan tchan tchan tchan tchan). Não teve pra ninguém. Fiquei embriagado, senti aquela tonturazinha gostosa, liguei o som no máximo dentro do fone, e me perdi na música às 03:14 da madrugada de quarta para quinta. Perdi o emprego e também a noção do tempo. Às vezes esqueço que existe dia e noite, às vezes parece a mesma coisa se eu me trancar em um quarto escuro. A vida dá medo tem hora. Mas a gente finge que é forte e faz cara de delegado griladão. Queria não ter que sentir qualquer tipo de angústia e seguir tranquilo. Acontece que a fase de criança passou há muito tempo. Agora aguenta!
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quinta-feira, julho 17, 2014
Postado por Elisandro Borges
Quero fazer minha casa parecer poesia
Quero fazer dela o meu espaço sagrado, minha diversão
Nas paredes vou deixar traços, lembranças ou imaginação
E quem vier me visitar vai se perder em um sonho
Não vai querer sair, nem se esquecer
De que um dia esteve em um lugar tão cheio de vida
E vou querer levar minha casa pra onde eu for
Porque somos inseparáveis, estamos um dentro do outro
Pra além dessa vida, pro resto dessa existência
E onde eu estiver, lá minha casa vai estar
Como música boa que dura pra sempre
E se a vida por desvio me levar ao chão
Posso até cair, mas não me prosto, nem desisto
Porque sempre vai existir algum recomeço
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segunda-feira, junho 23, 2014
Postado por Elisandro Borges
São 3:45 da manhã de domingo pra segunda. O trabalho espera a chegada dos ponteiros e desrespeita a sua inconsequência. Agora acredito que reler o passado traz alguma esperança de um presente melhor, porque o futuro nem sei se existe. Não é fácil existir nesse mundo. Vejo famílias se desentendendo, colegas de trabalho que rompem os bons costumes... E meu filho está crescendo aos poucos, tão inocente, puro e alegre nos seus primeiros contatos com o mundo.
A nossa essência mais nobre vai se perdendo ao longo da infância, porque ganhamos a vida e ela não deve nos ganhar em certas situações, mas sempre ganha. Temos a chance de dizer que escolhemos os nossos passos, e a obrigação de assumir que somos os culpados ou merecedores.
A manhã chega sem dúvida. Começa para uns e acaba para outros. Não sou eu quem escreve essas linhas, é um personagem da minha imaginação. Uma ficção do que acontece lá fora. Na realidade, todos somos o início, o decorrer e a conclusão. Às vezes o filme acaba sem sentido completo, só fica uma deixa. E é assim que vivemos um dia após o outro... devagar e sempre até o fim.
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sexta-feira, novembro 30, 2012
Postado por Elisandro Borges
Hoje eu escolhi voltar... escolhi guardar a dor e a saudade numa gaveta. Escolhi não ver essas coisas com os olhos, mesmo tendo essa dor impressa na alma. E tudo na vida é assim, feito de escolhas o tempo inteiro e também de fim e recomeço. A postagem que falava do falecimento da minha mãe não foi deletada, mas guardada. Quero continuar por aqui... acho que depois de 1 ano e 6 meses dessa perda e muito silêncio (interno), ainda tenho muito o que viver e registrar. É tão interessante o quão importante é esse ato: o registro. Resgatar o que um dia foi bom, de alguma forma, mesmo não sendo o mesmo. Sinto falta das filosofias baratas, dos amigos de blogs, da Suzans F., do Igor Cruz, meus maiores companheiros virtuais. É... vamos limpando a poeira, que tem muito trabalho pela frente! Será que vem mais postagem pela frente, pelo menos um oi pra mim mesmo?
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sexta-feira, julho 10, 2009
Postado por Elisandro Borges
Fico imaginando se tudo na vida fosse constante... sem altos e baixos, se tudo fosse garantido e certo. Qual seria a cara dessa história? Amanhã você tem de acordar cedo, na grande maioria dos seres mortais, e ganhar o dia. O mundo lá fora espera de você uma resposta, mas quem vive perguntando somos nós mesmos. Uma pergunta questionando a outra. E o tempo daquele jeito: não pára. Será que já tiraram o acento do "pára" na nova ortografia? Sexta-feira, um dia, uma noite tão boa. Vem sábado. Vem o próximo dia.
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terça-feira, fevereiro 12, 2008
Postado por Elisandro Borges
Aquele que assume a própria hipocrisia pode não ser um hipócrita, talvez sim, um ex-hipócrita. Todos já foram hipócritas em algum momento, mas alguns jamais o serão por algum distúrbio, como os sociopatas por exemplo, que acreditam verdadeiramente em suas mentiras e não distinguem realidade de ilusão. Os que sustentam histórias para o resto da vida e um dia acabam esquecendo se aquilo realmente aconteceu ou não. A hipocrisia de repente pode figurar em um estágio mais elevado da mentira. Quem é que nunca mentiu ou foi hipócrita na vida? Os que disserem "nunca" certamente serão os primeiros a confessar o contrário. Só pra concluir, deixo ecoar uma frase do escritor François de La Rochefoucauld: “a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”. Talvez no momento, neste exato texto, o meu minuto gritante de hipocrisia seja o de querer fingir que um dia cheguei a ler François de La Rochefoucauld. Engano seu. Quem vê até pensa... a frase é só um trecho roubado da internet pra tentar impressionar os três leitores que por aqui dão o ar da graça. Mas um dia eu chego lá, um dia leio François de La Rochefoucauld.
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sábado, outubro 20, 2007
Postado por Elisandro Borges
Eu já sabia que amizade de verdade era tudo. Mas de vez em quando me pegava isolado no quarto, cumplice do meu próprio umbigo. Hoje não sei viver sem o convívio dessas pessoas que fazem da nossa vida um lugar agradavelmente mais interessante, com ou sem dinheiro. Eu quero mais! Conhecer mais gente. Trazer pessoas novas e queridas pra dividir um espaço em comum, em qualquer lugar, pelo simples fato de se juntar. Gente de verdade, humana, que se descabela por um minuto, mas que troca gentilezas durante uma vida toda, que se aproxima pelas semelhanças e que também cresce pelas diferenças. Se existe respeito, não importa idade, sexo ou crença. Amizade de verdade. Sim, amizade com interesses também... interesses pelos valores humanos acima de tudo. A gente leva uma parte de cada pessoa que passa por nós. Elas são tudo, tudo o que mais importa, e talvez seja por isso o motivo de cada um estar aqui, pra descobrir novas pessoas e continuar com as velhas e boas amizades de sempre. Fazer, descobrir e manter esses amigos talvez seja a habilidade mais gratificante que alguém possa desenvolver. Quero essa diversidade inteira! Obrigado pela amizade, seja virtual ou tangível, casual ou pra sempre, no melhor entendimento da palavra. E que sejam bem-vindos os que chegam agora.
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sábado, janeiro 27, 2007
Postado por Elisandro Borges
Queria escrever uma história de amor, um livro tosco pra ler e chorar. Dias de pouco sono, muita chuva e cobertor. Queria me emocionar. Queria gritar no ouvido desse mundo, só pra chamar a atenção. Quero poesia de verdade sem frases prontas. Poesia sentida e doída, sangue pulsando forte na veia e com endereço certo. Não adianta, tem certas coisas que só ficam melhor com o tempo, assim como o vinho.
Vou escrever essa estória de amor, amor de tartaruga, amor de 300 anos. Amor sem pressa, coisa que não acaba, mesmo que exista um fim. Contar com alguém pra sempre, mesmo que exista um fim. Amor de tartaruga. Demora a chegar, mas quando chega esquece de ir.
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sábado, janeiro 06, 2007
Postado por Elisandro Borges
A vida é real a partir do momento em que você consegue disfarçar a embriaguez daqueles passos trocados, naquele minuto em que você levanta extremamente bêbado por dentro e ilusoriamente são por fora. O bom é tentar alcançar o banheiro sem que ninguém note a leve falta de equilíbrio. E você inventa de escrever qualquer coisa no guardanapo, e escreve tudo errado, tudo. Levanta tonto e vai. A música tocando no fundo passa a ser sua realidade latente. E o álcool só te ajuda a entender o que não precisa ser entendido. Somos todos drogados mesmo quando bebemos socialmente nossa cerveja inocente de fim de semana. Eu dormiria tranqüilo sim. Como dizem: "Afinal existem anjos que te guardam".
28/12/06 - 00:30.
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sábado, abril 01, 2006
Postado por Elisandro Borges
Tá, hoje me peguei pra escrever qualquer coisa depois de um mês de abstinência completa. Deve ser porque esse dia nasce no primeiro de abril. Dia pouco expressivo de mentiras de verdade. E a gente volta a pensar em um monte de coisas, pessoas, coisas e pessoas, mentiras e suas pessoas, verdades pela metade ou simplesmente a realidade como ela é. As idades, crianças correndo na sua frente e te chamando de tio... e gente grande por perto, não só na altura. Mas é isso, decidir a vida é só mais um detalhe pra você ter pensado ontem, porque hoje já passou. E o detalhe é que dá vontade de parar tudo por tempo indeterminado. Parar com a correria, parar com a vida adulta de vez, parar com responsabilidades no seu papel social, parar, simplesmente parar. Por um tempo, assim, só por um tempo, até ficar com vontade de ver tudo de novo de um jeito diferente. Só fazer o que dá vontade. Só isso.
Ouça em alto e bom som: The Wallflowers - I Started A Joke
Post saído do forno às 02:07am
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quarta-feira, dezembro 07, 2005
Postado por Elisandro Borges
Hoje eu vou deprimir. Deprimirei hoje, à meia noite. Vou me esconder debaixo da cama, aliás, como eu não tenho uma cama, vou esconder debaixo da cama da minha irmã caçula. Desliguem as luzes, por favor, nada de holofotes ou velinhas. Tirem todos os carros da rua. Só o silêncio por algumas horas. Só o silêncio. Nenhuma música (mentira), se possível um barulho de chuva. Se a chuva não voltar, vou ver se consigo baixar qualquer coisa parecida na net e deixar tocando sem parar. Hoje eu não quero fazer a barba, nem olhar pro espelho, e nem me fazer perguntas existenciais ou desistenciais. Não quero saber quem sou, o que sou, pra onde vou e o que estou fazendo aqui. Não quero saber de mais nada disso. Só por enquanto, não quero saber de absolutamente nada, nada menos nada dividido pelo que sobrar = nada. Geralmente minha cabeça segue o meu coração e se ele explode, ela vai em anexo. Deixa eu me esconder agora.
Ouça em alto e bom som: B.B. King - The Thrill Is Gone
espirrado por Banditi - o cachorro às 11:08pm
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quarta-feira, novembro 23, 2005
Postado por Elisandro Borges
Disseram que os homens aprendem a amar a pessoa por quem se sentem atraídos e as mulheres sentem-se cada vez mais atraídas pela pessoa que elas amam. O que é o amor, afinal? Queria poder definir esse sentimento em poucas palavras, queria deixar tudo isso muito simples e claro. Cansei de ouvir tanto clichê. Cansei de falar sobre sentimentos e afins. Também cansei de ser uma pedra por dentro, pelo menos se fosse uma rolante não criaria tanto limo. Esse lodo que se formou aqui dentro já está me incomodando.
Por mais cansado que eu esteja de falar sobre relacionamentos, ainda me resta uma discreta sobra esquecida no fundo da panela quase que enferrujada e abandonada nas profundezas daquele tão judiado armário – meu coração. O tempo vai passando e a gente ficando velho. Acho que é na velhice a melhor fase do amor, ou do comodismo, diga-se de passagem. Amar faz bem sim, não deixem de amar! E eu? Eu amo a minha cama. Amo!
Boa noite! Seja qual for a hora...
Ouça em alto e bom som: Black Rebel Motorcycle Club – Weight of the world
espirrado por Banditi - o cachorro às 04:56am.
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quarta-feira, outubro 26, 2005
Postado por Elisandro Borges
Querida puta,
É com muito carinho que venho lhe escrever estas palavras. Muito obrigado pelo colo, obrigado pelas aulas de filosofia, pelos porres e por todo o companheirismo. Obrigado por me tirar a virgindade aos tenros nove aninhos e me ensinar que o ponto G é pura bobagem, mentira das braba. Obrigado por me convencer a não me apaixonar assim tão à queima-roupa, isso aprendi ou pelo menos acho que aprendi com você, querida puta. O que acontece se eu me apaixonar, puta querida? Obrigado por me mostrar que toda mulher, no fundo é carente e precisa de palavras gentis, jantares em bons restaurantes, cinema, papo agradável e boa companhia, e que jamais posso chamá-las de puta, ainda que assim sejam na cama, e claro, é sempre muito bom ter uma puta safada na cama e uma mocinha segurando nossas mãos lá fora, e que elas sejam a mesma pessoa de preferência. Puta, eu sou seu fã! Vamos passear por aí, ler bons livros e conversar sobre relacionamento, o que acha? Mas por hoje é só. Desejo-lhe do fundo do meu calção, muita putaria, alegria e sabedoria! Tá vendo, como rima? Um beijo bem michê pra você, queridona!
Ouça em alto e bom som:
Jem - Missing You
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quarta-feira, setembro 14, 2005
Postado por Elisandro Borges
Respondemos um pelo outro. Respondemos parte à sociedade, parte à família. Pelos porres, pelas noites mal dormidas e incrivelmente bem vividas. Respondemos pelos nossos atos, pelas gafes, pelos desencontros, ciúmes e gastos. Respondemos pela ambigüidade dessa amizade onde o parâmetro é praticamente nulo, respondemos, sim, com perguntas prontas e previsíveis. Pelas conversas sérias sobre planos de negócios, pela mudança que está por vir e por todas as diferenças.
Respondemos pelo cd emprestado que ficou pegando poeira na gaveta, pela meia deixada no meio da sala, pela toalha de sempre molhada em cima da cama - e o que isso tem a ver? Sei lá - respondemos pela liberdade de se ter um nariz e poder dizer que é nosso, pela descoberta nua da intimidade a dois. Pela destruição no McDonalds depois do regime prometido e constantemente adiado. Somos responsáveis pela compreensão míope, é verdade, por um minuto de descuido desviamos um do outro e quase nos perdemos. Somos também responsáveis pela hipocrisia tão evitada teoricamente e praticada na despretensão do inconsciente, e se mesmo sabendo disso não admitirmos, seremos hipócritas por duas vezes ou mais. E o pior é que já fui. Seu hipócrita!
Somos responsáveis por tudo isso. Responsáveis por satisfações razoáveis que possam ao menos preencher parte do vazio temporário da curiosidade alheia e ainda ter a coragem de dizer que não devemos nada a ninguém - mas eu tento, eu juro que tento não dar satisfações ao mundo. Somos a estranheza de ser e a falta de regras bem ditadas. Somos cores básicas e músicas parecidas em nossos carros velhos, sujos e vermelhos. Plagiamos palavras carinhosas pra tratar um do outro e lutamos pra provar o respeito. Respondemos um pelo outro. Sim, respondemos. Um tanto quanto, um pelo outro.
Ouça em alto e bom som: Stereophonics - Mr. Writer
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domingo, julho 24, 2005
Postado por Elisandro Borges
“A noite é um embrião, ainda nem virou criança”. Então, pra quê tanta pressa? Não existe pressa hoje, porque o tempo está garantido e o domingo vai amortecer qualquer queda. Quanta vida, hein? O sol voltou, o ar é mais leve... E o céu foi feito pra ser visto também. Eu só precisava dizer isso. Quero brincar com as cores e pintar as paredes, mas não se esqueça do jornal, que é pra proteger o chão. A vida é nossa por direito. O nosso dicionário também aceita novos ajustes, as palavras, frases e livros, aceitam novas interpretações.
Vamos ler a nossa história. Vamos começar a escrever de novo, por um outro ângulo, pelo melhor ângulo, pelo ângulo no qual nosso peito bate mais forte. Ouve só quanta música! Ouve só! Quanta gente! Quanta gente! E todos observam as pessoas inéditas que por ali passam, todos observam calados, tímidos, curiosos, interessados. Há sempre o melhor lugar e a melhor hora, o papo mais agradável e o sono ininterrupto. Há os que têm férias e os que fazem férias, os que vivem e os que descansam. Os dias serão iguais se você quiser, só se você quiser e permitir. Traz aquela caneca de alumínio, não sei por que, mas com ela o gosto fica mais geladinho. Eu quero beber dessa água com todo o gosto, quero com todo o gosto.
Ouça em alto e bom som:
Red Hot Chilli Peppers - Don't Forget Me
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