sexta-feira, março 18, 2005
Postado por Elisandro Borges
Até que ponto vai a libido, hein? Estava eu andando pelas ruas do centro da cidade, quando vejo um senhor em torno de seus 90 anos, quase tendo uma torção no pescoço pra olhar a bunda de uma mocinha que passava por ele. Que eu a metade da força desse velho tarado quando eu chegar à essa idade. Mas que eu seja ao menos um pouco mais discreto...
Ouça em alto e bom som: Papa Roach - Not Listening
|
quarta-feira, março 16, 2005
Postado por Elisandro Borges
Não basta ser brasileiro, ler bons livros, cultuar célebres e costumazes colunistas de jornais de ponta ou ainda alimentar uma singela curiosidade pelo português bem utilizado, que atos falhos um dia irão sabotar em gafes e deslizes o mais profundo pedante que vos enrola em ligeiras aliterações. Tive a capacidade de perguntar à uma atendente de um banco, se eu deveria digitar a mesma senha que eu costumava usar para "transferimento". Cataclismos! Vejam bem, TRANSFERIMENTO!!! Tamanho disparate não poderia ter sido vomitado por minhas dissonantes cordas vocais. Que vergonha! Tentei jogar uma "transferência" logo em seguida, mas o estrago já estava feito. Acho que houve só uma testemunha, a própria atendente, espero. Aliás, agora fudeu. Já é manchete!!!
Ouça em alto e bom som: Zeu Britto - Soraia Queimada
|
terça-feira, março 15, 2005
Postado por Elisandro Borges
Eu nunca quis te machucar e um dia a gente acaba falando ou fazendo isso. Um dia... É estranho acordar sem te ver aqui do meu lado, te confesso. Confesso tudo o que você quiser, mas acho que já disse tanto, que muitas vezes prefiro me calar. Ainda estou muito longe de aprender a me relacionar com alguém e o meu egoísmo continua assim, gritante, insuportável até. Muitos não querem ficar sós, mas no meu caso, a história tem se repetido ao longo desses anos. Acho que me acostumei a essa insuficiência. Insuficiência de ser ao menos o mínimo para o outro - o que seria talvez quase nada, mas não é. Cruel dizer isso, pior pra quem sente na pele. E não é de propósito. Faz falta ouvir sua voz e sua presença pela casa ninguém substitui. Sei que machuca, mas não consigo evitar. Não consigo evitar de ficar só. Não consigo evitar. Falo por hoje, não garanto o que vem depois. O que vem depois é sempre incerto. Ora ou outra, você me pergunta se tenho medo. Digo que não. No fundo quando penso, percebo que o maior medo sempre foi de mim mesmo, e assim você absorve, passa também a ser seu o medo. Não quero isso. Deixe essa sensação só pra mim. Uma hora me curo. Fica bem. Não vou a lugar nenhum, a não ser pra dentro de mim.
Ouça em alto e bom som: Massive Attack - Inertia Creeps
|
sexta-feira, março 11, 2005
Postado por Elisandro Borges
Pronto, resolvi mudar esquisito! Os comentários, gritos, quaisquer que sejam as bajulações, sermões ou apenas "ois", terão um espaço único e indiscriminado ali ao lado direito. Não posso negar que fico muito feliz quando vejo alguém deixando um sinal de vida.
Há braços e reverências!
Ouça em alto e bom som: Faith No More - Ashes to Ashes
|
terça-feira, março 08, 2005
Postado por Elisandro Borges
Aquele homem caminha ao final de todas as noites, logo enquanto todos sonham. Caminha pra respirar o ar solitário das manhãs que ainda não despertaram. O café amargo lhe desfaz o sono inerte e toca suas vontades mais subversivas. Ninguém o vê sair, com exceção daquela senhora do sétimo andar que nunca apaga a luz para dormir, se é que dorme sequer, e do louco que os conta meias verdades. Sob os olhos da mulher vivida, ele finge não notar que está sendo observado do alto. E parece ser do alto a origem de todas as suas ânsias, lugar extremo onde mantém sua incansável mania de dar bom dia ao sol.
Quando todos acordam, ele some. Não existe mais o personagem de imaginações ingênuas durante os gritos da cidade inquieta. Sua paciência seria notável se pudéssemos vê-lo nos dias banais de quem paga suas contas. O engraçado é que aquele homem nunca se deixou morrer. Estava ficando velho, no entanto possuia a memória suficiente o bastante para espanar as poeiras de sua mente. Não sei se alguém o conhece, é estranho aos nosso modos. A senhora do sétimo andar um dia conseguiu cruzar o seu caminho, só que esmoreceu ao tentar qualquer sorte de contato. E ele passou. Passou pela primeira, e talvez última vez.
Ouça em alto e bom som: Los Hermanos - Cara Estranho
|
domingo, março 06, 2005
Postado por Elisandro Borges
Ela entende sua língua. Não o questiona por nada e tampouco demonstra a menor curiosidade por suas fraquezas. Não é preciso ser curiosa quando se sabe. Comunicação verbal seria redundância pra quem basta o jeito de olhar. Ela te acerta assim, sem fala ou esforço algum. Não dá pra fingir o descontrole. Voluntariamente preso à ela, você tem a liberdade mais generosa que te poderia acontecer.
Ouça em alto e bom som: Cake - Short Skirt, Long Jacket
|
terça-feira, março 01, 2005
Postado por Elisandro Borges
Minhas vontades egoístas só te alimentam o tédio. Fico pensando que talvez não devo administrar bem o tempo, dois nunca são um e nunca serão. Eu não sou capaz de ser completamente eu quando penso em você. Alguma parte vai ter que ficar sufocada e dizemos então que abrimos mão disso ou daquilo. Sufocar as vontades antigas e adquirir hábitos novos, porque é preciso satisfazer o outro. Mesmo que isso signifique esquecer os próprios caprichos. Pode ser. Aquele que esquece a si mesmo deve ser a melhor companhia, pois vai estar sempre a postos do outro. Eu sei que exagero em quase tudo, mas ouvi você falar em solidão acompanhada.
Foi um choro, é verdade, você chora, sente saudades... Saudades. Saudade não se conta nos dedos, não sei então por que vai para o plural. Escuto o seu nariz escorrendo aqui bem perto de mim, é você chorando baixinho no escuro. Não consigo mais chorar por nada. Acho que nada me comove. Acho que não consigo sentir mais pena de ninguém. Não sei qual é a dor do outro, mal sinto a minha. É estranho estar dormente por esses cantos. Me sinto nulo nesse minuto. Não existe expressão alguma no rosto, meu rosto, é claro. Agora desligo a música que me alegrava pra te dar sossego e porque você assim pediu. Amar. Amar é também se acostumar. Amar é ter muita paciência. Amar é muito mais do que penso, é talvez muito mais do que sei oferecer.
Ouça em alto e bom som: Los Hermanos - Sentimental
|
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Postado por Elisandro Borges
Ouvi dizer que ela não gosta do bom gosto, nem do bom senso. Não mencione os bons modos, porque ela não gosta. Agüenta até rigores e não tem pena dos traídos, enquanto hospeda infratores e banidos. Respeita conveniências, não liga pra conchavos, suporta aparências e não gosta de maus tratos. Agüenta até os modernos e seus segundos cadernos, os caretas e suas verdades perfeitas. Agüenta os estetas, não julga competência e não liga pra etiqueta. Aplaude rebeldias, respeita tiranias e compreende piedades. Não condena mentiras nem vaidades. De tudo ela gosta um pouco. Gosta mesmo é dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo e dos que ardem.
Ouça em alto e bom som: Adriana Calcanhoto - Senhas
|
domingo, fevereiro 13, 2005
Postado por Elisandro Borges
Ônibus de viagem lotado e as duas únicas poltronas disponíveis eram de frente à porta do banheiro. Não sabíamos que estávamos prestes a passar por um dos mais rigorosos testes de resistência humana que alguém poderia sequer ter sido submetido. Passados alguns minutos, um senhor futum decide pairar em férias sobre a atmosfera interior daquele caixote que nos envolvia em uma sórdida e sufocante experiência.
Se pegássemos no sono, era pesadelo atrás de pesadelo, como que numa angustiante tentativa do cérebro em nos acordar para uma vida melhor. Era em vão o eforço. Acordar não seria uma das mais acertadas opções, pois a realidade do ambiente solapava o único quinhão de oufato que ainda restara de nossos sentidos. Comecei a pensar em Deus nesse momento tortuoso. Comecei a acreditar que tudo era possível e lembrei que cada minuto representava uma oportunidade de mudanças. Contei... Contei... Contei cada minuto e me perdi em meio a tantas horas.
Para a salvação da lavoura, o ônibus pára em uma das estações e algo acontece. Àquela altura, nós estávamos semi-desmaiados e não foi possível destrinchar os detalhes do meio termo que nos devolveu a vida em requintes de ares novos. Passado o sufoco de 20 horas, estávamos livres daquela câmara de tortura itinerante. Pronto. Foi isso. Chega.
Ouça em alto e bom som: Qualquer barulho louco de Stomp!
|
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
Postado por Elisandro Borges
Vamos ganhar língua solta dessa vez. Não exija sentido na estranheza desses traços, pois há de convir que às vezes são tortos e não dizem lá tantas coisas. Já pediram pra escrever sobre amizade por aí, mas vem cá, esse pedido descansa há décadas em arquivos esquecidos. E olha só a barba por fazer, ela esfrega o tempo em nossas caras fatigadas, na vontade muda de nos dizer que já não somos mais crianças. E os amigos? Eles estão em seus cantos, moram aqui dentro também. Uns passam, outros ficam... Quanto tempo faz que não nos econtramos, hein?
É assim mesmo. Correria, responsabilidade por todos os poros. Planos certeiros, desencontros. Sorte à vista. Lançaram os nossos amigos janela afora nesse mundo incerto. São tantas janelas, passagens em metáforas que mal pescamos - e um vacilo pode sublimar tudo em um segundo. Errar, correr, falar de boca cheia... Ser feliz por pouca coisa. E olha que não recuso copo de requeijão, eles me lembram bons tempos lá em casa. Quero brindar em copo de requeijão quando eu assim chegar. Copos com rótulos baratos também servem vintages de Dom Perignon. Quero um brinde aos nossos dias. Um brinde às seletas safras de bons amigos que não se separam. Tim-tim.
Ouça em alto e bom som: Portishead - Roads
|
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
Postado por Elisandro Borges
Ela se agarra como louca no começo, mas dez minutos é a tolerância máxima. E então, os dois querendo dormir, viram-se de costas um para o outro no ato individual de cair no sono. Quando acorda, o beijo selado e discreto evita de engolir a seco o gosto amanhecido. Tem coisas que nem a cumplicidade de velhos amores é capaz de suportar. O bafo matutino é teleguiado, impiedoso e surpreende inexplicavelmente até mesmo as mais congestionadas narinas. Não há ataque de rinite que impeça tamanho estrago.
Talvez ainda não tenhamos aprendido a amar com o nariz em horas desfavoráveis. Odores, cheiros... Gostos também entram em questão. Não sei se isso seria mais agravante que um sonoro ronco ao pé do ouvido. Descobri por ela que ronco, e não há mais pra onde correr. Agora ela sabe. Decerto escondia de mim, ou ao menos tentava amenizar a brutal verdade. E o que importa? A propósito, o melhor de tudo ainda está aqui: o propósito - amor - tão fundamental quanto sexo.
Ouça em alto e bom som: O Rappa - Linha Vermelha
|
domingo, janeiro 30, 2005
Postado por Elisandro Borges
Se eu pudesse escrever de pernas pro ar, seria a melhor forma de começar a expressar o meu atual estado de espírito. Trocadas as preocupações existenciais por alguns dias de paz perfeitamente acompanhado, tenho estado assim, vivendo, vivendo, vivendo... Mais feliz impossível. E tenho vivido. Ela está aqui. Sem mais palavras para o momento.
Ouça em alto e bom som: Stabbing Westward - Remember
|
domingo, janeiro 16, 2005
Postado por Elisandro Borges
Pessoas querem presentes. Querem lembranças em souvenirs. O que faço ou falo, nem sempre é o bastante. Talvez porque presentes falem mais claramente pelos meus atos. Às vezes esqueço das pessoas em presentes. Muitas vezes não estou presente nesses presentes. Eles não significam nada, absolutamente nada pra mim. Eu perdi a noção. Não sei comprar pessoas, e percebi que geralmente agradar tem sido um ato que escorrega por entre meus dedos.
Não sei dar presentes. Tenho dificuldade em dizer feliz aniversário. Esqueço facilmente datas importantes. Decepcionar em demonstrações materiais é um dom que adquiri em gotas frias de tempos nublados. Peça-me um presente, e prepare-se para a decepção eminente. Diga que as pessoas ficarão magoadas se eu não touxer uma lembrança, que direi: "Vou ver o que posso fazer".
Só que a partir desse minuto, não digo mais, não sei, acordei assim, do nada, resolvi ser o que sou, resolvi fazer as coisas que realmente significam algo pra mim. Não é fácil expor sorrisos pálidos em seus músculos forçados na esperança de esticar um rosto vazio. Não esperem nada de mim. Contentem-se com o que posso ser e oferecer, deixem eu lutar por amizade, mas não me peçam presentes.
Ouça em alto e bom som: Iron & Wine - The Trapeze Swinger
|
sábado, janeiro 15, 2005
Postado por Elisandro Borges
Alguém esmagou o chão. Escutei os estalos. Um passo lento e pesado. Alguém esmagou o chão em estalos. Eu estava ali, bem perto e deitado, escrevendo apoiado contra a parede. E o chão se estalava. Era o passo que pesava. Não fosse a curiosidade do meu sono... Agora ele não ouve mais, a curiosidade dormiu. O quebrar de ossos silenciava. Não havia mais passos. A casa estava vazia, a casa, agora um acaso. E não há mais. Nada mais. Silêncio.
Ouça em alto e bom som: The Coors - Runaway
|
domingo, janeiro 09, 2005
Postado por Elisandro Borges
Já tenho 7 anos e sei que a gente um dia foi girino. A vida já começa na correria, desde que saí do saco do papai. É, eu perguntei pro meu pai de onde vim e ele me disse que saí do saco dele. Disse que eu sou um campeão, saí tão apressado que consegui chegar em primeiro lugar. Não satisfeito, continuei correndo depois de sair da barriga da mamãe, é claro, isso depois de aprender a andar. Levei cada tombo nesse negócio de aprender a andar! Ainda bem que sempre tinha uma mãozinha pra ajudar. Então quer dizer que somos parentes próximos do sapo? É claro que sim! O sapo antes de ser sapo, era girino e nadava nos rios assim como nadávamos lá na barriga quando eramos girino. Nossa, que legal! Vou perguntar pro papai como é que faz pro girino sair do saco. Tô louco pra criar os meus girininhos e ver eles crescendo lá na cisterna do quintal. Já pensou que demais quando o girino virar gente?
É como se eu pudesse plantar um monte de amigo. Espera até a Clarinha ficar sabendo da idéia. Quem sabe ela até pode querer criar os girinos comigo. Essa estória de cegonha é mesmo tudo conversa pra boi dormir. Não sei como os meninos lá do Caiçara ainda acreditam nisso! Nossa… ainda bem que meu pai sempre foi de contar as coisas pra mim. Num guento embromação. Sabe de uma coisa??? Acho que vou querer ser cientista quando crescer. Não desses que ficam criando nenem dentro do forno. Vou criar os meus próprios seres humanos usando o método antigo. Só não sei ainda como é que esse negócio funciona, mas vou caçar até achar. Ontem mesmo contei da minha idéia pra Clarinha e ela me disse que se eu quiser, a gente pode fazer a experiência lá no fundo do quintal dela. A mãe dela só não pode descobrir, porque odeia bagunça. Vocês vão ver, amanhã o mundo inteiro vai acabar me conhecendo como o pai dos girinos, e a Clarinha, com certeza, vai ser a mãe dessa minha criação.
Ouça em alto e bom som: Stone Temple Pilots - Interstate Love Song
|
sábado, janeiro 08, 2005
Postado por Elisandro Borges
Calei em todos os cantos da casa.
Sei que o silêncio te sufoca tanto.
Mas o que faço se não sei dizer.
Agora entendo o que você sentia.
Ouça em alto e bom som: Incubus - Warmth
|
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Postado por Elisandro Borges
Seus sapatos de bolinha... Esses não combinam com seus cabelos verdes. Disseram que você anda trocando os passos e até mudou de identidade. Não me faz, não me faz pensar assim de você. As cores extravagantes te prendem a atenção. Seus olhos ainda precisam de estímulos pra enxergar o que é banal. Limpe suas lentes. Os pratos de porcelana que você encomendou para o natal eram delicados ao extremo. De um polo ao outro, os meses te declaram frases insensíveis. Não te querem tão frágil e vulnerável. Mas até homens cantam e choram também. Você viu! Você viu! Porém, confesso que sapatos de bolinha são estranhos por demais, ainda que sirvam bem em seus pés. E se eles lhe fazem assim tão feliz, então por que é que você ainda continua pisando em falso?
Ouça em alto e bom som: Soundgarden - Black Hole Sun
|
segunda-feira, janeiro 03, 2005
Postado por Elisandro Borges
Alguém passou e me ouviu cantar alto. Espero que não fale a minha língua.
Ouça em alto e bom som: Dave Matthews Band - Crash
|
domingo, janeiro 02, 2005
Postado por Elisandro Borges
Você disse que eu poderia lavar as minhas roupas em sua casa se eu quisesse. Nossa, que sensação gostosa. Não que seja gostoso lavar roupa, mas é difícil achar algo que se compare ao sentir que faço parte de seus cuidados. Lavar roupa é um saco, mas em sua companhia acho que seria tudo. Falei "acho", pelo simples fato de lavar uma roupa, no entanto, não tenho dúvidas de que sua companhia é a melhor de todas as vontades preenchidas.
Ouça em alto e bom som: Muse - Feeling Good
|
sábado, janeiro 01, 2005
Postado por Elisandro Borges
Esse garotinho é alérgico à realidade. Vejam só o que ele fez com a camiseta. Vestiu ela do avesso e agora sai espalhando por aí que as pessoas o enxergam da mesma forma, como um pedaço esdrúxulo de tecido em seus equivocados modos de usar. Ele me disse que todos usam a camiseta com a estampa pra fora, e que se a parte de dentro está exposta, a rejeição é inevitável. Mas ele não dá bola, decidiu se adaptar ao mundo de sua forma, pois a realidade é estranha às vezes, e é assim que ele quer viver por esses dias.
Ouça em alto e bom som: Stabbing Westward - I Remember
|