quinta-feira, maio 10, 2007
Ibiuna - SP
Eu e o seu Edson, meu suuuper pai! Pra ficar de lembrança.
Seicho-no-ie, Ibiuna - SP, 06 de maio de 2007.
Ps.: A foto leva um tempo pra carregar e pegar nitidez.
Eu e o seu Edson, meu suuuper pai! Pra ficar de lembrança.
Seicho-no-ie, Ibiuna - SP, 06 de maio de 2007.
Ps.: A foto leva um tempo pra carregar e pegar nitidez.
"A falta de memória é um atalho para a felicidade". Encontrei essa frase em algum lugar. Ando pegando todos os atalhos possíveis e inimagináveis pra sentir esse gosto que deixa saudade na gente quando demora qualquer segundo pra voltar. Perdi o fôlego nessa frase. Mas vale tudo! Deus, cerveja com pessoas amigas, cinema, piada sem graça, caminhada, prazeres mundanos, histórias pra contar, mentiras tortas quando fingimos engolir, verdades alheias que nos fazem balançar a cabeça dizendo sim, na diplomacia de nosso altruísmo; encontros e desencontros - nem que seja como dica de filme; saudade, dúvidas e pseudocertezas sobre a teoria da difícil arte do bem-estar em pleno desemprego com trilha sonora de fundo.
Felicidade também é chorar de alegria e rir de tristezas que um dia passam, pois essas não podem ficar por aqui. É entender que quando acontece o bem ou o mal, está tudo bem, a gente sempre tem que dar um jeito mesmo, não é? A felicidade é o nosso maior bem de consumo! A nossa melhor herança. O melhor de tudo isso é que sempre acabamos descobrindo uma forma personalizada de gerar essa química dentro de nós.
E os amigos? É muito bom ter nossos amigos. Talvez isso seja tudo. Sem eles, nada. Ter aquele pessoal que te dá um apoio moral quando aparece algum louco e infeliz tentando te reduzir ao que sobrou dele. Ninguém é feliz sozinho nesse mundo cheio de vida e morte. E vamos passar por tudo isso. Vida e morte. Começo e fim. Relacionamentos... E o meio termo de todo este roteiro é o presente, isso, o presente momento. Esta fração de segundos em que piscamos os olhos. A isto podemos dar o nome de presente. Lembramos o passado, vivemos o presente e pensamos o futuro de toda a nossa vida. Uma possibilidade gigante de explorarmos tudo que temos direito ou de conquistarmos todo o direito de experimentar o resultado de nossos esforços.
O mundo acaba em pessoas. Nós também acabamos nelas, dentro ou fora, perto ou longe. Algumas nos chegam à vida por um motivo, umas conquistamos e outras deixamos passar ou perdemos de vista por simples vacilo. Mas somos humanos no apagar das luzes, no sol nascendo em nossas caras amassadas, ou ainda na chuva que esconde a gente em casa, e disso sabemos bem. Claro, há as exceções. Exceções e exceções, dos mais apaixonados aos mais indiferentes, dos sérios aos indiscretos. Dos equilibristas tentando evitar a queda livre pra seguir em frente. Existe de tudo e de todos neste mundo. Tudo. E entender a complexidade deste todo é quase que enlouquecedor. É o copo vazio que sempre enchemos pra matar a sede, e depois enchemos de novo, e de novo, e de novo... A sede é temporária, a saciedade momentânea. Assim como essa tal de felicidade - a satisfação volúvel de nossas vontades insistentes. O nosso sol e chuva. A nossa história.
Acabei de deletar um vídeo que postei aqui. O título era "Ai, que susto!". Pra ser engraçado, mas acho que muita gente não estaria preparada pra assistir esse tipo de vídeo. Decidi então deletar. Humor é uma coisa bem particular mesmo e às vezes até polêmica. E o assunto sexo, assim, nu e cru, pode assustar um pouco as pessoas. Só que o que me assusta não é nem o conteúdo do vídeo em si, mas a capacidade de uma pessoa te agredir do nada, xingando e falando um monte de absurdos pra você, sem ao menos te conhecer. E o pior disso tudo não é só a grosseria, mas a covardia da pessoa em não ter a cara de dizer o nome ou de se expor. Já vi isso acontecer em outros blogs e é de desanimar. A primeira sensação quando vejo algum comentário de tamanha agressividade gratuita como o que deletei junto com o post, é de ira. Mas depois vem a razão. E a razão é o equilíbrio que resta nessas horas, pois não dá pra falar na mesma linguagem de um animal selvagem. Quem tiver curiosidade em saber qual era o vídeo, o link é este: (http://www.youtube.com/watch?v=vDkoyWDT3TE). E é por isso que continuo moderando a aceitação de comentários neste blog. Lamentável. Obviamente ninguém é obrigado a concordar com uma opinião ou fazer um comentário sobre o que pensa a respeito de determinado post, blog ou seja o que for. Agora definitivamente este não é o espaço pra esse tipo de atitude boçal e grosseira. Os amigos e amigas ou pessoas no mínimo educadas, são e serão sempre bem-vindos. Para o restante indesejável eu adianto, não percam tempo lendo ou vendo o que não gostam, muito menos tendo o trabalho de escrever linhas e linhas de pura agressão verbal. Vão fazer trabalho filantrópico, ou pescar no córrego mais próximo. Procurem um amigo pra desabafar seus problemas pessoais. Rezem. Façam sexo. Vão passear no shopping e assistir a um filme interessante. Tentem fazer amizade com algum ser humano de verdade. Mas não percam tempo em blogs ou sites que não sejam do interesse de vocês!
Taí, demorei mas não esqueci, 19 de abril, dia em que a criança nasceu: www.endorfina8.blig.ig.com.br
São três anos, nem imaginava. E o tempo passa...
Fui abraçar minha sobrinha de dois anos e encostei o meu rosto no dela. E ela disse: "Tila papai Noel! Tila papai Noel!" E com a mãozinha tocando no rosto dela tentando fazer algum gesto. Não entendi nada. Quando minha mãe falou: "Sua barba, ela tá falando pra você tirar sua barba!" Não aguentei de tanto rir. Como ela não sabia como falar "barba", a imagem mais próxima que ela tinha era do papai Noel e o gesto da mãozinha batendo no rosto. Foi demais! Tila papai Noel!!!
Todos os dias eu durmo olhando pro céu, assim, ao ar livre.
Já contei todas as estrelas, não faltou uma.
Já contei todas as vezes em que fui e sou feliz.
E ando somando as outras em que me pego dando risada sozinho.
Tô fazendo coleção do que fica de bom. A gente vive fazendo
coleção. Minha coleção é de pessoas. As boas, as legais, as inteligentes, as úteis, as atrapalhadas, as alegres, as conselheiras, as pacientes, as que gostam da gente, as que a gente gosta, as que a gente sente amar do nosso jeito e as que sentem nos amar do jeito delas. Muita coisa não passa de sentimento. E a gente tenta guardar o que fica de melhor. Por vezes fica um ponto de interrogação pra trás, não tem como entender, mas passa, os dias vão passando e passa. É bom colecionar pessoas. As melhores. As melhores sempre ficam. De um jeito ou de outro.
A gente não esquece.
Sade - By Your Side
Se alguém ler este post, não se preocupe, não vou contar o segredo do filme. Sábado, 24 de março, decido acompanhar minha própria pessoa ao cinema e escolho o primeiro filme, pois não tava muito a fim de ficar olhando vitrine de shopping até chegar o horário do filme. Beleza, era esse mesmo, o Número 23 com Jim Carrey. Se eu soubesse das coincidências na minha vida, eu nem teria visto o filme, pois fico muito impressionado às vezes. Detalhe, 2 dividido por 3 é igual a 0,666 - o número da besta. Eu sei que eu sou besta, mas esse tipo de besta DEUSMELIVRE! E todo o filme gira em torno desse número, até o 32 - considerado 23 invertido. Certo. O filme citou outras datas relacionadas com o número, como por exemplo a data em que foi detonada a bomba de Hiroshima, não me lembro quando e nem qual a relação. Mas me lembro muito bem de uma data, só não sei a que se referia, a data era: 19 de abril (mês 4) ou seja, 19 + 4 = 23. Aqui no Brasil, 19 de abril é o dia do índio, mas adivinhem qual é a data de criação deste blog? 19 de abril de 2004. (http://endorfina8.blig.ig.com.br/), no arquivo desse link, debaixo pra cima, você pode verificar a data 19/04/04. Não estou mentindo. Depois, o aniversário do personagem Walter Sparrow (Jim Carrey) era no dia 03 de fevereiro, em inglês, a ordem seria 2/3 = 23. Ok, acontece que 03 de fevereiro é a data de aniversário da minha irmã. Caramba, palhaçada! Sacanagem. Assim, eu não durmo, porra! Nem sei porque estou escrevendo este post. Só pra registrar a desagradável coincidência. Espero que vocês não tenham medo de mim ou do meu blog, vai saber...
Abraço, só pra quebrar o clima.
Ps.: Eu sou do bem, viu!
"O quanto eu te falei que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
Não vai me livrar de viver
Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar.
De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão
Pra se perder no abismo que é pensar e sentir
Ela é mais sentimental que eu!
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais.
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir".
Los Hermanos - Sentimental
Mad About You talvez seja uma das trilhas mais tocadas de um programa de televisão "não muito divulgado" e a banda responsável por esse generoso som aos nossos ouvidos chama-se Hooverphonic. Me sinto um pouco estranho ao falar desse tal programa não muito conhecido, como se eu realmente tivesse algum problema em admitir que ando acompanhando o desenrolar da história. Bobeira, mas tudo bem, só pra deixar a musiquinha por aqui. Pra quem gosta de Portishead, Massive Attack, Lovage, Morcheeba e por aí segue, com certeza vai gostar desta música. Que atirem a primeira pedra os amantes de trip-hop que não aprovarem o som.
Bom proveito.
Hooverphonic - Mad About You
Já que não tenho o que dizer, estou postando esta foto que tirei da janela dos fundos aqui de casa pra colorir um pouco o blog. Gosto muito dessa foto! Essa libélula ficou ali parada no cabo da antena externa por horas. E depois da edição, esse cabo ficou parecendo mais um graveto, melhor que um cabo de antena, né não? É só clicar na foto pra visualizar o tamanho original.
www.flickr.com/photos/elisandroborges
Abraço!
Ouvindo: Muse - Uno
Pecados íntimos (Little Children). Depois de Closer e Match Point, me senti mal outra vez, inevitável. Acho que envelheci bem antes da hora. Velhice não, velhice não é bem sinônimo de fidelidade. Não há poesia alguma na traição. Não existe beleza, nada. Pior que um assassinato talvez, tão cruel quanto.
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Queria escrever uma história de amor, um livro tosco pra ler e chorar. Dias de pouco sono, muita chuva e cobertor. Queria me emocionar. Queria gritar no ouvido desse mundo, só pra chamar a atenção. Quero poesia de verdade sem frases prontas. Poesia sentida e doída, sangue pulsando forte na veia e com endereço certo. Não adianta, tem certas coisas que só ficam melhor com o tempo, assim como o vinho.
Vou escrever essa estória de amor, amor de tartaruga, amor de 300 anos. Amor sem pressa, coisa que não acaba, mesmo que exista um fim. Contar com alguém pra sempre, mesmo que exista um fim. Amor de tartaruga. Demora a chegar, mas quando chega esquece de ir.
Marcadores: divagações | 0 comentários
Pessoas, isto não é nenhuma piada sem graça ou qualquer produto proveniente do colossal mundo tabajara. É verdade. Agora temos a cueca autolimpante. Brindemos uma nova era!
Vejam com os seus próprios olhos: www.g1.globo.com
A vida é real a partir do momento em que você consegue disfarçar a embriaguez daqueles passos trocados, naquele minuto em que você levanta extremamente bêbado por dentro e ilusoriamente são por fora. O bom é tentar alcançar o banheiro sem que ninguém note a leve falta de equilíbrio. E você inventa de escrever qualquer coisa no guardanapo, e escreve tudo errado, tudo. Levanta tonto e vai. A música tocando no fundo passa a ser sua realidade latente. E o álcool só te ajuda a entender o que não precisa ser entendido. Somos todos drogados mesmo quando bebemos socialmente nossa cerveja inocente de fim de semana. Eu dormiria tranqüilo sim. Como dizem: "Afinal existem anjos que te guardam".
28/12/06 - 00:30.
Marcadores: divagações | 0 comentários
Nem posso mais dizer que é virada de ano porque 2007 já tá aí. Então quero mais é desejar um ano marcante de bons acontecimentos e boas notícias a todos, e é claro, me incluo nessa quando digo todos. Sei que a gente precisa saber conviver com outras situações não tão agradáveis e também inesperadas, mas por outro lado existe um mundo inteiro lá fora e aqui dentro pra cuidarmos melhor.
Que façamos muito dinheiro, pois com ele fica mais fácil tomar conta da saúde, além de nos proporcionar mais oportunidades de viver a vida da forma que bem entendemos. Continuam dizendo que a saúde vem em primeiro lugar, mas sem dinheiro fica difícil colocar algo no estômago que não seja terra ou lixo. Todos precisam de trabalho, seja por pura sobrevivência ou pra manter a sanidade mental. Não me refiro às donas-de-casa, pois muitas delas também contribuem muito em seus lares. Me refiro a todos que estão à procura de uma profisssão no mercado de trabalho, à procura de uma identidade social, aos que esquentam a bunda em cursinhos na intenção de conquistarem um lugar mais seguro nos empregos públicos. E que esses conquistem o que estão buscando.
Espero que cada um encontre o seu caminho. Da sua forma, ao seu tempo.
Um ótimo 2007! E se ele não for tão bom, a gente dá um jeito.
A vida é real a partir do momento em que você consegue disfarçar a embriaguez daqueles passos trocados, naquele minuto em que você levanta extremamente bêbado para ir ao banheiro, esperando que ninguém note o vexame. E você inventa de escrever qualquer coisa no guardanapo, e escreve tudo errado, tudo. Levanta tonto e vai. A música tocando no fundo passa ser a sua realidade latente. E o álcool só te ajuda a entender o que não precisa ser entendido. Somos todos drogados mesmo quando bebemos socialmente nossa cerveja inocente de fim de semana. Eu dormiria tranqüilo sim. Como ela disse: "Afinal existem anjos que te guardam".
registro: 28/12/06 - 00:30
Acho que continuo embriagado...
A dor é um "mal" necessário em muitos casos, mas confesso que gostaria de ficar anestesiado se pudesse. Só que aí a gente se lembra que anestesiados não sentimos nada, nem dor, nem prazer, porque assim perdemos o tato. E a falta de conhecimento é como a ausência de tato, não dá pra perceber o mundo direito se não podemos sentir o que estamos tocando.
Acho que ainda tô embriagado.
O cara tava ali sentado na calçada, olhando o tempo passar. Era só isso, não tinha ninguém na rua, nem uma baranga pra chamar de gostosa. Malcriado desde pequeno, ficava assobiando pra tudo quanto era bunda de mulher que se mexia em sua frente, do seu lado, por todos os ângulos. Vagabundo mesmo. Mas acabava que não comia ninguém e falava pra todo mundo que era o cara. E ria, ria muito das tosqueiras que comentava com o seu amigo mais tosco ainda. Essa era a diversão do cara. Ficar sentado na calçada, conversando bagaceira, palitando o dente e esperando o sol sumir, que depois tinha mais. A época de escola já tinha passado, e emprego que era bom nada. O pai cobria o resto, tava bom demais. Só que depois chegou sua hora de trampar, era assim que ele dizia, trampar. Percebeu que o trabalho era uma bosta, aí decidiu então prestar concurso. E o concurso? Essa parte ainda não chegou, mas vai chegar. Gente fina, o cara sempre foi muito gente fina. E o kiko tem cum isso? Não sei, era falta do que escrever.
É, tem que levar a cabeça pra consertar mesmo. Às vezes dá certo, dá certo sim. E depois estraga de novo. É igual carro velho, tem que ficar levando a carroça pro mecânico toda vez que quebra. Quem somos nós nesse mundo torto? Uma identidade? Um número? Não interessa. Tá tudo girando agora de uma só vez, assim mesmo. É como cair dentro de um liquidificador gigante, cheio de coisas e cheiros que você desconhece e depois que a bagunça termina, você dá um sorrisinho esticado só pra não perder a diplomacia.
Só que essa pessoa não é tão normal assim e acaba sucumbido aos instintos mais primitivos da ira e manda todo mundo tomar no redondo. Tem gente que quando ouve isso, abre uma skol. Então, pra certificar-se de que a mensagem chegará redonda ao besta quadrado, o sujeito brada aos ventos um belo vai-tomar-no-cú! Isso alivia a tensão. Sexo também. Meditação não, isso é papo pra boi dormir.
E eu desafio Dalai Lama! Ah, mas desafio!!! A sociedade tibetana que me perdoe, mas queria ver a silenciosa e sublime paz de um ser tão elevado espiritualmente durar em pleno Oriente Médio, com aquele tanto de bomba explodindo na cara de nego inocente. É difícil fugir da idéia de que o homem é produto do meio, ou que pelo menos muito disso seja verdade. Queria ver o poder da mente funcionar nessas horas. Mas não sejamos pessimistas, nós somos sim, responsáveis por esse miolo que carregamos durante a vida.
O que eu tava falando mesmo? Ouça em alto e bom som: Gnarls Barkley - Crazy
Post saído do forno às 4:25am